Bem, chegando um pouco atrasado no assunto e falando mais do mesmo, pego o gancho do falecimento do Steve Jobs para comentar um pouco sobre a importância e a relevância da Apple no mundo da música.
Como todos já sabem, desde que a gravação, mixagem e masterização foram passando do mundo analógico para o mundo digital, os Macintosh são a escolha número 1 nos estúdios profissionais de todo o mundo. O ProTools, que é a interface profissional de referência, apesar de existir em versão para Windows, surgiu originalmente para o Mac e, segundo comentários de profissionais, não funciona com a mesma leveza de sua versão para a maçã.
Eu, particularmente, como entusiasta dos home estúdios, usei DAWs para Windows por mais de 15 anos, começando com o MIDI Orchestrator Plus, da Voyetra, que era um simples sequenciador, passei por Cool Edit Pro, Fruity Loops (o atual FL Studio), Cakewalk e sua evolução, o Sonar. Recentemente, tive o primeiro contato com a dobradinha Apple + música, quando experimentei o Studio HD para o iPad e, posteriormente, o GarageBand, também na versão para o tablet. Fiquei impressionadíssimo com a facilidade que se tornou o registro de ideias - acabou aquela história de ter que ligar mil aparelhos, esperar a máquina iniciar o Windows, entrar no programa, configurar meia dúzia de coisas e começar a registrar aquilo que estava na sua cabeça, que a essa altura você nem lembrava mais direito.
Em julho desse ano, radicalizei de vez, troquei meu PC por um iMac. Cacete, tudo diferente, cadê os executáveis? Instalar programas jogando para a pasta de aplicativos, montar drives para ver os pacotes de instalação, mouse com um botão - ou melhor, nenhum botão físico, mas funciona como se tivesse dois, dá para entender? Passando a fase inicial do "e agora, como eu faço isso?", você começa a ter a sensação de que nunca mais vai querer usar um PC com Windows na vida. Comecei a explorar o GarageBand na versão OS X, que, viva a compatibilidade, abre todos os projetos do iPad. Descobri uma puta ferramenta de criação, duzentos milhões de loops para mil estilos, muitíssimo legais, mas ainda assim existia uma limitação para uma produção um pouco mais elaborada. Comprei então o Logic, optando por um programa da Apple para garantir compatibilidade total com o sistema e fluidez na operação.
Tenho certeza de que fiz a melhor escolha e hoje estou apaixonado pelo programa. I'm in love with my DAW, cacete! Ele abre todos os projetos do GarageBand, do iPad ou do iMac, para você continuar a lapidar suas criações, tem mil opções de ajustes, plugins excelentes e roda redondinho, redondinho. Mudei minha interface de uma M-Audio Fast Track Pro para uma Apogee Duet, por conta da conexão firewire. Em termos de áudio e velocidade, a mudança foi execelente, mas ainda acho a falta de controles via hardware um saco, muito pouco prático. Mas, enfim, dá pra superar.
Partindo para outro lado da produção multimídia, conheci o iMovie, que, como tudo no Mac é ridículo de aprender a utilizar. A ferramenta de produção de vídeo não te dá as possibilidades de um Adobe Premiere ou um Sony Vegas da vida, mas nem é a intenção, para isso a Apple tem o Final Cut - que, pelo que ando lendo, ainda é melhor do que esses outros que citei. Voltando para o iMovie, o grande lance é que permite qualquer semi-analfabeto como eu fazer coisas fantásticas, adorei o lance dos trailers de filmes. Para quem tem um iMac, recomendo muito a exploração do programa.
Hoje, no site da Ultrassônica, quase tudo tem uma pitada da Apple. A começar pelo próprio site, feito no iWeb, o áudio gravado no Logic, os álbuns de fotos feitos no iPhoto e, exceto pelo vídeo de Está Aqui com o Deo, que foi feito em PC/Vegas, os outros clipes foram editados no iMovie. O que eu acho engraçado é que o site fica uma droga quando visto pelo iPad, imagino que isso também aconteça no iPhone. Ainda não descobri o porquê, mas ainda vou achar a besteira que estou fazendo lá no iWeb...
Como aprendo com esse garoto!! Hahahaha
ResponderExcluirEsse é o meu mestre!!